O tambor é considerado a canoa do Xamã em suas viagens astrais, muitos xamãs o usam para entrar ou influenciar em terceiros o transe. Também é usado para invocar espíritos, para afastar espíritos malignos e para cura.
Ele conecta o coração de uma pessoa com a batida do coração da Mãe Terra.
O tambor tem que ser consagrado e reverenciado antes de seu uso…seja na fogueira sagrada, ou banho de ervas, ou até mesmo com cantigas feitas pelo coração. Deve ser reverenciado o Povo em Pé pela madeira cedida para a confecção do Aro e também os Quatro Patas pelo couro.
Hoje no xamanismo existe o tambor Lakota com couro apenas de um lado do aro de madeira, o Cherokee que tem couro dos dois lados do aro e o Pueblo que tem couro dos dois lados do aro, porém seu aro é bem maior do que o Lakota ou o Cherokee, proporcionando um som mais profundo sendo capaz de penetrar com mais facilidade dimensões que os outros acessam com mais dificuldade.
Os xamãs sempre utilizaram objetos mágico-religiosos em seus rituais, sendo o tambor um dos mais importantes e universais. Ele é considerado um instrumento essencial para as viagens espirituais, invocação de espíritos, realização de curas e proteção contra energias negativas. Antes de ser utilizado, o tambor deve ser consagrado, com práticas como banhos de ervas, preces e defumações, honrando os espíritos da árvore e do animal sacrificados para sua criação.
Representando o coração da Mãe-Terra, o tambor conecta o xamã ao mundo espiritual e é visto como um veículo para atravessar dimensões. Ele está presente em diversas culturas e tradições, como o Tantra, o Budismo Tibetano, a Umbanda e o Candomblé, onde cada tambor possui características únicas, como materiais, formatos e rituais de consagração específicos.
O ritmo do tambor é essencial para induzir estados alterados de consciência, permitindo ao xamã entrar em transe e acessar o mundo espiritual. Estudos indicam que as batidas repetitivas do tambor têm efeitos no sistema nervoso, harmonizando a mente e aprofundando a conexão espiritual. Além disso, o tambor é considerado um presente divino, permitindo ao xamã se comunicar com o sagrado, acessar dimensões espirituais e transmitir mensagens na “língua do espírito”.
Nossos tambores variam de 35cm ou 40cm.
Modelo LAKOTA OCTOGONAL
Fabricados pelo artesão Paulo Lima de Guaratinguetá
Com madeira cedrinho amescla
Couro – Caprino/Bode